Você sabe avaliar a incidência solar ao escolher um imóvel?

Tão relevante quanto os aspectos comumente observados durante a compra de um imóvel — como localização e tipos de acabamentos —, a incidência solar tem papel fundamental na promoção da saúde e do bem-estar dos moradores.

Quando abundante, essa energia ajuda a valorizar os espaços construídos, proporcionando conforto visual e iluminando os recintos. A claridade natural, consequentemente, reduz a necessidade de manter lâmpadas acesas durante o dia, gerando economia e promovendo a sustentabilidade.

Pensando em todos esses benefícios, é importante observar o trajeto que o sol realiza sobre o empreendimento de seu interesse. Isso significa avaliar como a luz natural se comporta em cada fachada do imóvel, em diferentes horários e períodos do ano.

Para facilitar, listamos várias maneiras de fazer essa análise. Acompanhe e veja como determinar se a posição do edifício favorece a obtenção de luz e calor nos momentos desejados.

O sol nas diferentes estações do ano

incidência solar

A oferta de luz e calor em épocas mais frias não é igual nas estações quentes. Isso porque o ângulo que o sol forma em relação à superfície da Terra varia ao longo do ano. No Hemisfério Sul, portanto, a face norte passa a ser mais interessante em todas as estações.

Veja o que acontece com essa face em diferentes períodos:

  • verão — o sol fica mais a pino (ângulo maior);
  • inverno — o sol faz uma trajetória mais inclinada em direção ao norte (ângulo menor);
  • outono e primavera — após os equinócios, o caminho do sol fica entre os limites percebidos no verão e no inverno.

Considerando esses dados, é interessante que, no Brasil, boa parte das casas e apartamentos tenham suas maiores fachadas apontando para norte ou para variações dele (nordeste e noroeste), de modo que permaneçam confortáveis em qualquer estação.

Essa recomendação ocorre porque a maioria das regiões brasileiras fica abaixo da linha do Equador. Ainda assim, para estados onde faz muito calor, o projeto pode ser adaptado para amenizar os efeitos das altas temperaturas.

Outra alternativa para melhorar a experiência com o imóvel é aliar a boa incidência solar com a análise dos ventos predominantes em cada região. Dessa forma, você poderá tirar proveito dos recursos naturais ou evitá-los em alguns ambientes, caso achar necessário.

Avaliação da planta do imóvel

Todo projeto conta com representações gráficas para demonstrar a configuração dos ambientes, o tipo de material empregado em cada processo, os detalhes da estrutura e do sistema elétrico, entre outros aspectos que facilitam o entendimento da obra.

Na planta baixa de um imóvel, por exemplo, é possível verificar a posição dos cômodos e suas respectivas aberturas (quantidade e dimensões das portas e janelas). Portanto, vale a pena solicitar esse documento para observar onde ficam os pontos mais iluminados da unidade.

Já a planta de localização pode ser analisada para entender a implantação da obra no lote, com base na indicação do norte. Ela também fornece informações adicionais — presença de muros, cercas, postes, vegetação etc. — sobre elementos do entorno que possam interferir na incidência solar no imóvel.

Verificação das posições das janelas

Todo tipo de abertura deve ser considerado durante a avaliação do imóvel, mas as janelas costumam ser mais comuns que qualquer outro modelo. Nesse sentido, é essencial que você identifique a posição desses elementos e compreenda o que isso pode representar em questão de oferta de luz natural.

Como o sol nasce no leste e se põe no oeste, é esperado que a iluminação vinda de janelas presentes em lados opostos seja diferente. Ou seja, as aberturas voltadas para o leste terão maior quantidade de luz na parte da manhã, enquanto as do oeste receberão mais radiação no período da tarde.

Outro detalhe a lembrar é que, como boa parte do Brasil fica no hemisfério sul, as faces voltadas para o norte sempre terão mais sol disponível ao longo do dia. Isso significa que as fachadas e janelas que apontam para o sul geralmente serão as mais sombreadas, já que recebem menos luz natural e calor.

Observação das sombras ao redor

Uma boa prática para avaliar a incidência solar no imóvel é conferir as características das áreas vizinhas. Mesmo que você esteja de olho em um perfil de bairro mais horizontal, por exemplo, precisa considerar que edificações muito próximas tendem a gerar sombras umas sobre as outras.

Portanto, assim que encontrar um empreendimento interessante, procure agendar algumas visitas para observá-lo de perto. Durante esse processo, foque em visualizar cada elemento que estiver perto da casa ou apartamento — árvores, morros, galpões industriais, comércios e demais empreendimentos.

O ideal é frequentar a região do imóvel em diferentes horários, a fim de descobrir se, em algum momento, há a obstrução da luz por conta de um elemento externo. Se a formação de sombras for muito excessiva, vale a pena considerar a substituição do empreendimento por outro que ofereça melhores condições.

Pesquisas sobre a região

O estado em que você pretende adquirir um imóvel também determina o nível ideal de incidência solar. Afinal, vivemos em um país muito grande, que conta com cenários bastante variados quando o assunto é clima. Nesse sentido, a posição perfeita para uma região pode não ser adequada para outra, e vice-versa.

Cidades do Norte e do Nordeste tendem a ser mais quentes durante o ano todo por estarem bem próximas da Linha do Equador. Logo, pode ser interessante garantir que algumas janelas das casas fiquem voltadas para o sul, de modo a evitar o excesso de sol e, consequentemente, as altas temperaturas.

Quem mora na região sudeste ou sul, por outro lado, pode preferir a oferta de luz solar ao longo de todo o dia, principalmente quando a época de frio se aproxima. Nesses casos, compensa priorizar imóveis que tenham seus principais cômodos orientados na direção norte ou nordeste.

Dicas para apartamentos prontos

Quem está de olho em construções prontas pode visitar a unidade de interesse para entender como a luz natural se comporta dentro dos ambientes. Assim como faria na parte externa, você deve observar os recursos que compõem o imóvel para descobrir se nada estará bloqueando a entrada do sol.

Uma coluna larga, um beiral muito extenso e até um móvel mal posicionado podem reduzir a quantidade de luz que adentra os recintos. Portanto, sempre que possível, frequente os ambientes em diversos horários e verifique se as condições encontradas atendem suas expectativas — quem faz questão de ter sol nos quartos todas as manhãs, por exemplo, precisa se certificar de que isso ocorrerá.

Cabe destacar que alguns profissionais fazem simulações de projeto com softwares específicos, a fim de representar a incidência solar em unidades que ainda não foram construídas. Vale a pena avaliar essas representações se o seu objetivo for comprar um imóvel na planta.

Agora que você já sabe como fazer essa avaliação, confira também quais são as principais diferenças entre casa e apartamento e faça a melhor escolha!

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